Subtotal: A banda que nunca foi está de volta

 O telefone tocou. Era o Drausio. Meu amigo, parceiro-irmão. Parei o carro e disse:

- Diz aí, Drausião!

- Paulinho, é o seguinte quero que você escreva um texto apresentando a nossa banda; não fica bem a gente escrever falando do próprio umbigo, não é mesmo? Portanto, se vire. O site já está pronto só falta o seu texto, disse isso e desligou.

Taí um tipo de cara que é impossível você dizer não. Então corri para o meu computador e comecei a queimar a pestana pra tentar apresentar a Banda Subtotal. É isso mesmo Subtotal, ô meu!

Nunca ouviu falar? Nunca foi a um show dos caras? Não se preocupe, não! Só fazem um por ano. É o famoso show anual. Quem viu, viu! E quem não viu, paciência! Só o ano que vem.

Conheço três componentes da Banda desde a década de 80, são eles: os irmãos Dráusio e Douglas e o sempre amigo Gibinha. Naquele tempo enchiam,  o Fiat 147 do seu Calixto, de instrumentos e equipamentos técnicos e saíam pra tocar por aí e não é que descolavam uns trocados, inclusive chegaram a ganhar festivais estudantis de música.

Esse papo está até parecendo conversa de velho, e é mesmo. E daí? Que mal há nisso? Nenhum. Ué! Mas a vida, realmente, dá muitas voltas e ainda naqueles anos 80. O Douglão botou a mochila nas costas e foi para Porto Alegre. O Dráusio foi estudar, disse que quando estivesse rico, por volta dos 40, voltaria. E voltou, não sei se rico, mas com um dindin a mais no bolso. O Gibinha se enfiou no trampo; o tempo passou e todos casaram e se multiplicaram.

É... e a música é um bicho danado! Uma vez tomado por ela, a viagem parece não ter volta. Ops! Taí um termo bacana para definir a Subtotal: a banda que nunca foi está de volta.

O mais legal de tudo é que ao ouvir o som dos caras, fica uma sensação gostosa: a sonoridade não envelheceu; a poesia está mais viva do que nunca.  

Portanto, se você ainda não conhece essa banda, não sou eu quem vai apresentá-la. Então prepare os ouvidos e o coração porque a viagem só está começando. Amém.

Paulo Netho